De onde veio a ideia de fazer um livro sobre o pinto?




Muita gente tem me perguntado porque, afinal, eu decidi escrever sobre o pênis do brasileiro. Reproduzo, aqui, a apresentação do livro, onde explico tudinho:


Este livro nasceu de uma vasectomia. Sei que é um contrassenso falar isso, uma vez que a vasectomia é justamente para não deixar nada nascer, mas foi assim. Há alguns anos, quando decidi fazer essa cirurgia, recorri a três urologistas. Nenhum deles aceitou o trabalho. Por milagre, um amigo me indicou um médico que ficou com pena de mim. Paguei a cirurgia com uma garrafa de uísque.

E o que isso tem a ver com este livro? Pois é que as conversas que eu tive com esse cara foram deliciosas. Ri do começo ao fim das consultas e aprendi muito. Foi então que pensei: "Tem uma história aí que ninguém contou. O pinto dá um ótimo livro!".

Durante cinco anos, li uma montanha de livros e entrevistei todo tipo de gente. Falei com padre, preso, travesti, naturista, vereador que teve o pênis grampeado na mesa, homem trans, dono de bordel, dona de sex-shop, fabricante de pintos de borracha, vendedor de loja de produtos religiosos, prostituta, mãe de santo, hare krishna, pastor evangélico, instrutor de tantra, ator pornô, tanatopraxista, vendedor de garrafada, rabino, gay, hétero, produtor de filmes eróticos e criador de codornas.

Entre os acadêmicos e especialistas em assuntos diversos, conversei com dezenas de urologistas. Também entrevistei arqueólogo, cirurgião, pediatra, ginecologista, historiador, psicanalista, antropólogo, sociólogo, psicólogo e terapeuta sexual. Um entomologista japonês me ajudou a entender por que existem insetos travestis nas cavernas do Brasil. Uma veterinária me explicou como é o sexo dos gorilas.

Conversei com todo mundo que poderia me ajudar em alguma coisa, qualquer coisa. Tudo o que tinha a ver com pinto e com Brasil me interessava muito. Boa leitura!

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